Justiça confirma prisão preventiva de piloto acusado de agressão e autoriza cela especial
Em audiência de custódia, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão de Pedro Turra, de 19 anos. A defesa alegou ameaças, e o Judiciário determinou que o piloto permaneça em cela individual.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu manter a prisão preventiva de Pedro Turra, piloto de 19 anos acusado de agredir um adolescente de 16 anos. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada neste sábado (31).
Pedro está detido desde a sexta-feira (30), após o cumprimento de uma nova ordem de prisão expedida pelo Judiciário. Ele já havia sido preso anteriormente, na segunda-feira (26), mas acabou liberado no dia seguinte mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil.
Cela especial é determinada após alegação de ameaças
Segundo o advogado de defesa, Daniel J. Kaefer, a Justiça autorizou que o piloto permaneça em cela privativa em razão de ameaças que ele estaria sofrendo. De acordo com o defensor, a medida busca preservar a integridade física do acusado durante o período de detenção.
O advogado afirmou que a equipe jurídica acompanha o caso com preocupação, ressaltando que a segurança do piloto é prioridade enquanto o processo segue em tramitação.
Nova prisão foi cumprida após avanço nas investigações
Na tarde de sexta-feira, por volta das 17h, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, deixou a sede da 38ª Delegacia de Polícia acompanhado de agentes para cumprir a nova ordem de prisão contra Pedro Turra.
Antes da ação, o delegado concedeu uma coletiva de imprensa na qual apresentou informações adicionais obtidas ao longo da investigação. Segundo ele, novos elementos reforçaram a gravidade das acusações.
Defesa contesta declarações e afirma confiança no processo legal
Durante a coletiva, o delegado afirmou que o investigado teria utilizado um dispositivo elétrico para agredir uma adolescente e fez declarações duras sobre o comportamento do acusado, o que gerou reação da defesa.
Em nota, o advogado Daniel J. Kaefer declarou que todos os pontos levantados pela acusação serão analisados e contestados nos fóruns adequados, reforçando a confiança no devido processo legal e no direito à ampla defesa.