Lula e Putin discutem crise na Venezuela e fortalecem agenda de paz e cooperação na América do Sul

Segundo o Palácio do Planalto, os presidentes conversaram sobre a preparação da 8ª Comissão Bilateral Brasil-Rússia, a governança global via BRICS e a importância de manter a estabilidade e a paz no continente sul-americano

Por Pedro Neto
Lula e Putin juntos

Na manhã desta quarta-feira (14), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve um telefonema com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em uma conversa que durou cerca de 45 minutos e abordou temas diplomáticos de grande relevância para a América do Sul.

De acordo com informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, um dos principais pontos tratados pelos chefes de Estado foram os preparativos para a 8ª Comissão Bilateral de Alto Nível Brasil-Rússia (CAN), marcada para o dia 5 de fevereiro e que ocorrerá em formato híbrido — combinando encontros presenciais em Brasília com participação virtual.

No diálogo, Lula e Putin concordaram que a reunião da CAN representa uma oportunidade estratégica para impulsionar a cooperação entre os dois países em áreas como comércio, agricultura, ciência e tecnologia, energia, defesa, educação e cultura, além de estreitar os laços políticos entre Brasília e Moscou.

Segundo relatos oficiais, o presidente russo se comprometeu a enviar uma delegação de alto nível à capital brasileira para marcar presença na comissão e reforçar a importância das tratativas bilaterais antes do evento principal.

Além da cooperação direta, os líderes ampliaram a conversa para questões geopolíticas mais amplas, incluindo a situação crítica na Venezuela. Ambos manifestaram preocupação com a crise no país vizinho e ressaltaram a necessidade de promover diálogo, soberania e estabilidade na região sul-americana.

Os dois mandatários também destacaram a importância do papel dos países membros do BRICS no fortalecimento das instituições de governança global, com menção especial às Nações Unidas e ao seu Conselho de Segurança, reforçando a busca por soluções multilaterais para desafios internacionais.