Isenção do Imposto de Renda eleva salários líquidos a partir desta semana

Trabalhadores com renda mensal de até R$ 7.350 começam a receber pagamentos com imposto zerado ou reduzido já nos salários de fevereiro.

Por Pedro Neto
Cédulas e moedas em reais

A partir da próxima segunda-feira, dia 2, trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês em valores brutos passarão a perceber aumento no salário líquido em razão da nova isenção do Imposto de Renda. As mudanças começaram a valer em 1º de janeiro de 2026 e já impactam os pagamentos realizados em fevereiro, referentes ao mês trabalhado anteriormente.

Com a nova regra, a tributação do Imposto de Renda Retido na Fonte para essa faixa de renda foi totalmente eliminada, o que reduz os descontos na folha de pagamento.

Redução gradual do imposto até R$ 7.350

Além da isenção total para quem ganha até R$ 5.000, a legislação também prevê um modelo de desconto progressivo para trabalhadores com salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais.

Nessa faixa, o Imposto de Renda é reduzido de forma escalonada: quanto maior o salário dentro do intervalo, menor o valor do benefício. A partir de rendimentos superiores a R$ 7.350, não há alteração, e a tributação segue as regras tradicionais da tabela progressiva, que pode chegar à alíquota máxima de 27,5%.

Lei foi aprovada e sancionada em 2025

A mudança na legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) foi aprovada pelo Senado em novembro do ano passado e sancionada no mesmo período pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A norma se aplica a trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e também a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que a renda mensal bruta esteja dentro do limite de R$ 7.350.

Impacto fiscal e número de beneficiados

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de brasileiros devem ser beneficiados pelas novas regras de isenção e redução do Imposto de Renda.

O impacto da medida nas contas públicas é estimado em uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 25,4 bilhões, valor que representa a diminuição da arrecadação federal com o tributo.