Exército do Irã amplia arsenal com 1.000 drones e promete resposta contundente caso os EUA ataquem
Militarização é parte de ações do país em meio às tensões com Washington, que vem ameaçando ação militar caso Teerã não mude sua postura sobre o programa nuclear
O Exército do Irã incorporou ao seu conjunto de forças um lote de cerca de 1.000 drones, anunciou nesta quinta-feira (29) o comandante-chefe da instituição em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos.
De acordo com informações divulgadas pela agência semioficial Tasnim, os veículos aéreos não tripulados foram distribuídos entre diferentes unidades das Forças Armadas iranianas, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta diante de possíveis agressões externas, especialmente se houver um ataque dos EUA.
Aumento das capacidades militares
Segundo o comandante Amir Hatami, o fortalecimento do arsenal é parte de um esforço para manter vantagem estratégica e possibilitar uma reação rápida e poderosa contra qualquer ação hostil. As novas aeronaves são vistas por Teerã como um componente essencial para ampliar a vigilância, a prontidão operacional e o potencial de combate em diferentes cenários.
O reforço ocorre em um momento de acirramento das relações entre Irã e Estados Unidos, com relatos de movimentação de uma grande força naval americana em direção ao Oriente Médio. Autoridades dos EUA têm repetido que uma ação militar pode ser tomada caso o Irã não avance em um acordo sobre seu programa nuclear, algo que autoridades iranianas dizem que poderia desencadear um conflito aberto.
Contexto geopolítico e repercussões
As tensões entre os países cresceram ao longo dos últimos meses, em parte motivadas por divergências sobre o programa nuclear iraniano e pela repressão interna a protestos. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou recentemente que uma intervenção seria ainda mais severa do que ações anteriores se Teerã não cooperar em negociações.
Enquanto isso, aliados do Irã como a Rússia têm advertido que qualquer ataque dos Estados Unidos poderia ter consequências graves para a estabilidade da região. Representantes do Kremlin pediram que a força não seja usada e incentivaram a busca por soluções diplomáticas.