Trump prepara anúncio de tropas internacionais em Gaza e megafundo para reconstrução, aponta Reuters
Presidente dos EUA deve detalhar missão de estabilização com milhares de soldados e criação de fundo global durante reunião inaugural do Conselho da Paz, marcada para o dia 19, em Washington.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá anunciar o envio de tropas à Faixa de Gaza e a criação de um fundo multibilionário destinado à reconstrução do território palestino. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta quinta-feira 12. O comunicado oficial está previsto para ocorrer no próximo dia 19, durante a primeira reunião do chamado Conselho da Paz, em Washington.
Delegações de pelo menos 20 países são esperadas no encontro. Embora haja receio de que o novo órgão possa ampliar sua atuação para outros conflitos internacionais, autoridades americanas indicaram que o foco inicial será a situação em Gaza.
Missão internacional de estabilização em Gaza
De acordo com a Reuters, a mobilização das tropas teria autorização da ONU para atuar como força de estabilização no território. Milhares de militares de diferentes países devem integrar a missão, considerada etapa central da nova fase do plano apresentado por Trump para a região.
As tropas devem ser enviadas nos próximos meses. Embora não haja confirmação oficial sobre o contingente exato, autoridades mencionaram que a presença será significativa. Entre os objetivos apontados está o desarmamento do Hamas, que resiste à entrega de armamentos.
Fundo internacional para reconstrução
Além da presença militar, o plano prevê o início de um programa de reconstrução financiado por um fundo multibilionário internacional. Os recursos deverão ser aportados por países integrantes do Conselho da Paz.
Segundo fontes ouvidas pela agência, as contribuições foram oferecidas de forma voluntária. Um dos funcionários consultados classificou as propostas como generosas e afirmou que os Estados Unidos não fizeram solicitações formais de valores específicos. O presidente deverá anunciar o montante já arrecadado durante o encontro.
Participação de países e adesões
O Brasil foi convidado a integrar o Conselho da Paz, mas ainda não divulgou posicionamento oficial. Para obter assento permanente no grupo, o governo americano estabeleceu a exigência de contribuição de US$ 1 bilhão.
Países do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, além da Indonésia, confirmaram adesão. Nações europeias e aliados tradicionais dos Estados Unidos têm adotado postura mais cautelosa diante da proposta.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país também fará parte do conselho, reforçando o peso político da iniciativa no cenário internacional.