Eleições 2026: PSD articula candidatura própria, mas Flávio Bolsonaro mantém força na direita

Pesquisa Quaest indica que eleitor conservador fora do bolsonarismo ainda tende a seguir o nome apoiado pelo ex-presidente.

Por Pedro Neto
Kassab postou foto com Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr

O PSD tenta se consolidar como uma alternativa competitiva para a eleição presidencial de 2026 ao reunir três governadores cotados para a disputa. Apesar da movimentação, o partido ainda enfrenta a preferência do eleitorado de direita, que segue majoritariamente inclinado a Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Quaest divulgada em janeiro.

A sigla comandada por Gilberto Kassab ampliou recentemente seu leque de opções com a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se soma a Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A definição do nome que representará o partido está prevista para abril.

No bastidor político, a articulação do PSD é vista como uma tentativa de ocupar o espaço da direita moderada, especialmente após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descartar uma candidatura presidencial e reafirmar apoio a Flávio Bolsonaro.

Integrantes do partido avaliam que a estratégia passa por atrair eleitores de centro-direita que não se identificam integralmente com o bolsonarismo, apostando em um discurso de gestão e estabilidade institucional para enfrentar o favoritismo do senador do PL.

Direita segue fragmentada, aponta levantamento

De acordo com a pesquisa Quaest, 21% dos entrevistados se identificam como eleitores de direita não bolsonarista, enquanto 12% se declaram bolsonaristas, somando um terço do eleitorado.

No campo da esquerda, os lulistas representam 19% e a esquerda não alinhada ao presidente soma 14%, atingindo o mesmo patamar. Já os eleitores independentes correspondem a 32%, grupo considerado decisivo e sensível às movimentações do cenário político.