Escritório da esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e nega atuação no STF

Banca afirma ter prestado consultoria jurídica ao banco entre 2024 e 2025 e diz que trabalho não envolveu qualquer atuação no Supremo Tribunal Federal.

Por Pedro Neto
Alexandre de Moraes, ministro do STF, com a esposa Viviane Barci de Moraes

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, divulgou nota pública nesta segunda-feira 9 para esclarecer a contratação de serviços jurídicos pelo Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, o escritório foi contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 para prestar consultoria e assessoria jurídica ao banco. A banca informou que o trabalho foi encerrado após a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

De acordo com a nota, os serviços foram executados por uma equipe composta por 15 advogados. Para apoiar o trabalho, três outros escritórios especializados em consultoria jurídica também foram contratados e atuaram sob coordenação da equipe principal.

Serviços jurídicos e encerramento do contrato

O escritório afirmou que prestou consultoria e atuação jurídica ao Banco Master durante o período do contrato, apresentando documentos e relatórios como resultado das atividades desenvolvidas. O comunicado, no entanto, não detalha os valores envolvidos na prestação dos serviços.

Segundo a banca, o trabalho foi encerrado em novembro de 2025, quando ocorreu a liquidação extrajudicial da instituição financeira, encerrando automaticamente o vínculo contratual.

Dono do banco voltou a ser preso

O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal na última quarta-feira 4, em São Paulo. A detenção ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura possíveis crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos ligados a uma organização criminosa.

A nova prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em uma das primeiras decisões dele após assumir a relatoria do caso.

Mensagens atribuídas ao banqueiro geram repercussão

Dias após a prisão, reportagem do jornal O Globo divulgou mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes em novembro de 2025, pouco antes da primeira prisão do empresário.

Segundo a publicação, os registros teriam sido obtidos por meio de perícia realizada pela Polícia Federal após a apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos do banqueiro.

Após a divulgação, a comunicação do Supremo informou que Alexandre de Moraes nega ter recebido as mensagens mencionadas na reportagem.