Relatório da PF leva Fachin a reunir ministros do STF em encontro extraordinário

Presidente da Corte vai detalhar aos colegas o conteúdo do documento que menciona Dias Toffoli e apresentar a manifestação enviada pelo ministro sobre o caso.

Por Pedro Neto
Ministro Edson Fachin, do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, convocou uma reunião com os ministros da Corte para expor o relatório produzido pela Polícia Federal a partir da análise de dados do celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O documento faz referência ao ministro Dias Toffoli.

A iniciativa ocorre em meio à repercussão do caso no meio jurídico e político, uma vez que Toffoli atua como relator de processos ligados ao Banco Master no STF.

Ministro nega irregularidades e aponta ausência de conflito

Em nota pública divulgada anteriormente, Dias Toffoli confirmou participação societária na empresa Maridt, responsável pela venda do resort Tayayá, no Paraná, a fundos relacionados ao banco. O ministro, entretanto, negou qualquer vínculo pessoal com o empresário e descartou recebimento de valores.

Na resposta encaminhada a Fachin, segundo relatos de bastidores, Toffoli sustentou que não há conflito de interesses na sua atuação no caso.

PGR analisa documento e senador pede afastamento

O relatório da Polícia Federal também foi enviado à Procuradoria-Geral da República para manifestação. O posicionamento do órgão poderá influenciar os próximos desdobramentos.

No campo político, o senador Alessandro Vieira apresentou representação à PGR solicitando que o órgão peça ao STF a declaração de suspeição de Toffoli, com o objetivo de afastá-lo da relatoria do inquérito que apura supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.

O andamento do caso dependerá das avaliações internas do Supremo e da análise da Procuradoria nos próximos dias.